sexta-feira, 13 de maio de 2011
O PSOL e o novo relatório do Aldo Rebelo
Melhor assim: após 13 horas de espera, o plenário ouviu um relato do deputado Aldo Rebelo, do PC do B que tem alta consideração pelos capitães do agrobusiness, sobre o esperado novo projeto de alterações no Código Florestal. Para nós, do PSOL e do PV, e para alguns deputados dispersos de outros partidos, as alterações enfraquecem o controle ambiental, tão necessário nesse século XXI de constatação da degradação planetária. Cuidado ambiental que também é para quem não tem mentalidade primária, colonialista e patrimonialista, um importantíssimo ativo econômico.
Estamos analisando a nova proposta, ponto a ponto. Mas ela mantém – e, em alguns artigos, até agrava – os aspectos negativos das anteriores. Sabemos que, no Brasil, revolucionário é cumprir a lei. O relator dizer, como disse que o Código Florestal em vigor ‘é um absurdo e foi elaborado levianamente’ soa como música aos ouvidos dos grileiros, dos latifundiários de cabeça coronelista. Aliás, ressalte-se que 15 deputados e 3 senadores – do DEM, do PSDB, do PP, do PR, do PPS, do PMDB, do PDT, do PTB – têm multas aplicadas pelo IBAMA, e serão beneficiários da anistia que o novo Código prevê: prêmio a quem desmatou desmerecimento a quem cumpriu a lei.
Pelo novo texto, um atestado de óbito do Código Florestal, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) perde sua função e o Ministério Público é excluído da importantíssima tarefa de promover o cumprimento da lei e Termos de Ajuste de Conduta (TAC), cuja denominação, inclusive, foi alterada para um suave ‘Termo de Adesão e Compromisso’. As palavras carregam sentidos...
A Emenda apresentada pelo DEM é um verdadeiro substitutivo, que visa restabelecer o ‘liberou geral’ total da proposta anterior. Os setores do agronegócio que a bancam são insaciáveis.
De forma objetiva, o relatório Aldo III traz os retrocessos que se seguem:
1. Permite pecuária extensiva em APP de Encostas e Topos de Morros (Art. 10);
2. O mangue deixa de ser APP, o que permite desmatamento em mangue e atende lobby de grandes empreendimentos de camarão (carcinicultura);
3. Altera a regra que impede desmembramento de imóveis rurais a partir de 2008, com intenção de permitir a grandes proprietários os benefícios de 4 módulos, como isenção de Reserva Legal, entre outros (Art. 13);
4. Troca a palavra RECOMPOSIÇÃO por REGULARIZAÇÃO, ou seja, o crime de desmatamento irregular em Reserva Legal que deveria ser RECOMPOSTO passaria a ser REGULARIZADO (Art. 14, inciso I);
5. Troca a AVERBAÇÃO por mero CADASTRO de Reserva Legal com uma única coordenada geográfica, o que geraria total inconsistência técnica de medição e impediria monitoramento de desmatamentos irregulares;
6. RETIRA o MINISTÉRIO PÚBLICO das ações de ajustamento de conduta (TAC) para ações em desconformidade com a legislação ambiental. Os TAC´s realizados através do “Programa Carne Legal”, pelo MPF no Estado do Pará reduziram o desmatamento em 40%, por exemplo;
7. Insere a palavra “PODERÁ” na atual obrigatoriedade de embargo nas áreas desmatadas irregularmente, o que é uma evidente liberalização (Art. 58);
8. Mantém ANISTIA a Crimes Ambientais cometidos até junho de 2008;
9. Confirma a desnecessidade de RESERVA LEGAL comprovada e averbada para imóveis até 4 módulos, contabilizando apenas a área que exceder 4 módulos;
10. Reitera o conceito de ÁREA CONSOLIDADA para todas as atividades e imóveis até 2008.
Resistiremos!
Chico Alencar PSOL-RJ
Ivan Valente PSOL-SP
Jean Wyllys PSOL-RJ
segunda-feira, 2 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Coca-Cola, Bradesco e MacDonald's financiam PCdoB
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi financiado nas eleições de 2010 pela Coca-Cola, pelo Bradesco e pela rede de fast-food norte-americana MacDonald's. Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, a Coca-Cola foi quem mais doou ao partido: R$ 550 mil. O Bradesco, por meio do Banco Alvorada, deu ao PCdoB R$ 350 mil. Já o MacDonald's contribuiu com R$ 40 mil. As doações foram dadas ao Comitê Financeiro Único do PCdoB nos estados do Amazonas , São Paulo e Rio de Janeiro. Não é a primeira vez que o PCdoB recebe dinheiro destas empresas. Em 2006, a Coca-Cola doou R$ 235 mil e o Bradesco R$ 60 mil. Em reportagem publicada no dia 20 de março, a Folha revela também que essas empresas são patrocinadoras das Olimpíadas do Rio-2016 e da Copa do Mundo de 2014, eventos coordenados pelo ministro dos Esportes Orlando Silva, filiado ao PCdoB. Porém, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rebelo, negou ao jornal qualquer relação entre as doações e os eventos esportivos: "Sinceramente, nem sabia quem eram os patrocinadores das Olimpíadas e da Copa". Para Rebelo o motivo das doações é outro: "Não procuramos ninguém por ser patrocinador olímpico. Procuramos quem defende os princípios iguais aos do partido", ressaltou. Da Redação Fonte: http://www.averdade.org.br/modules/news/article.php?storyid=819
Um fiel retrato da relação promíscua entre os financiadores de campanha e os partidos políticos. Ou seja, os financiadores mais cedo ou mais tarde irão receber algo em troca, não creio que isso seja feito por pura caridade. Fazendo um paralelo com o futebol, dias antes de ler essa material fazia uma reflexão sobre a goleada que o Bayen Monique emplacou no Bayer Leverkusen 5 x 1. O time goleado tem no seu elenco o craque Renato Augusto, rubro negro que sou, tenho acompanhado nossa prata da casa. Pois bem, este clube vinha embalado no campeonato alemão na cola do líder Borussia. Sim. E a relação com o financiamento? Eis, a questão. ]O técnico do time derrotado já tem contrato como o de Monique para a próxima temporada e o sonho de consumo dos clubes europeus é a Champions League. Assim, com a vitória o futuro clube do treinador Jupp Heynckes continuará na disputa por uma vaga na cobiçada Champions. Talvez seja mera coincidência. | |
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Em defesa do PSOL classista e de combate no Maranhão
Em defesa do PSOL classista e de combate no Maranhão
quarta-feira, 2 de março de 2011
"Fragmentos de cada um de nós" Foi bom demais!!!





Egressos do Curso de Fotografia Básica para Câmeras Digitais, do Centro de Formação Profissional de Imperatriz, realizaram de 16 a 28 de Fevereiro a I Mostra Fotográfica, intitulada “Fragmentos de cada um de nós”. Os alunos constituíram pós-curso o coletivo fotográfico Retrarte, tendo como objetivo inicial expor o que aprenderam durante o curso através dessa mostra, além de manter encontros periodicos para troca de experiências e discutir a importância da fotografia na sociedade.Sob a curadoria da instrutora do Curso Vanusa Babaçu, pedagoga e fotógrafa, o evento foi organizado pelo coletivo Retrarte, no qual 02 (duas) fotografias de cada participante compuseram a exposição. “Confesso que eu não sei o que é melhor? Ver sua foto ali exposta, enorme, em cima de um cavalete para todos os olhares da sua cidade. Ou as pessoas que nem sabiam que você existe na vida, ali olhando sua fotografia”, relatou emocionada Cibely Carvalho.
Durante os dias de exposição, centenas de pessoas visitaram as dependências do CFP de Imperatriz para apreciar os trabalhos ali expostos. Devido ao sucesso, o coletivo fotográfico Retrarte recebeu vários convites para expor seus trabalhos em outras instituições da cidade, dentre elas: Associação Médica de Imperatriz, Padrão Popular Shopping, Universidades de Imperatriz, Boteco do Frei e outras.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Mostra fotográfica - "Fragmentos de cada um de nós"
Organizando a I Mostra Fotográfica: “Fragmentos de cada um de nós” a realizar-se no decorrer dos dias 16 a 28 de Fevereiro no SENAC Centro de formação Profissional de Imperatriz. As imagens que serão expostas na mostra foram retratadas durante ou pós-curso. De maneira geral, desejamos apresentar trabalhos iniciais e ainda amadores, mas que se unificam no campo da arte visual. Sob curadoria de Vanusa Babaçu.
Curadora da Exposição
Vanusa Babaçu
Coletivo RETRARTE
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Quem financia quem?
Primeiramente, refaço a pergunta título do texto, quem financia quem?
Aqui faremos uma breve reflexão acerca do financiamento de campanha, fazendo um paralelo com o financiamento das pesquisas no âmbito acadêmico. O que motivou a elaboração desse pequeno texto, é claro, foi o episódio (matéria/encomenda) que envolveu o trabalho de pesquisa do professor Frazão, protagonizado pelo “Fantástico Dr. Dráuzio Varela”.
Vamos lá. Exemplo nº. 01 – Eike (Sheik) Batista fez uma pequena doação de 1 milhão para a candidata Dilma do PT e, também, de 1 milhão para José Serra do PSDB. Não sei se ele fez isso para que os irmãos ficassem com ciúmes e nem quem recebeu primeiro. Para ilustrar (Lobão ou João Alberto, Coragem da juventude e juventude de coragem).
De certo, o Sheik fez isso por puro desprendimento dos seus bens matérias. Tudo pela boa campanha eleitoral.
Em 2009, o BNDES comprou ações da empresa LLX de propriedade do benevolente Eike Batista por 140 milhões e pouco tempo depois vendeu para o mesmo cidadão as benditas ações por 70 milhões. Nossa quanta coincidência. Aí os tucanos dirão – ele ainda é assessorado pelo Zé Dirceu – vejam as matérias a respeito dos investimentos de Eike na América latina... Parapara.
Lembram o que a Branca fez com o Banco do Estado do Maranhão?
Dilma PT e Serra PSDB. Alguma diferença em relação a projeto neoliberal que ambos defendem para o Brasil? Se o BNDES estivesse nas mãos dos tucanos em 2009 a relação de “troca” das ações teria um desfecho diferente?
O governo neoliberal de Lula no seu primeiro mandato aprovou duas Leis muito boas para aumentar ainda mais a distância entre o investimento do governo e as pesquisas na Universidade públicas. Estamos falando das parcerias público – privada e lei de inovações Tecnológicas, Lei 11. 079/2004 e Lei 10.973/2004 respectivamente.
Trocando em miúdos, as referidas leis tratam do incentivo e financiamento de pesquisas, infra-estrutura... Com esse cenário, a partir de então as universidades terão autonomia para buscar investimentos, através de parcerias com a iniciativa privada a fim de fomentar a pesquisa as mesmas.
Rum... Novamente, Quem financia quem?
Nesse cenário, as minguadas verbas públicas direcionadas às pesquisas nas Universidades, já se sabe o caminho. Quais os interesses da empresas privadas? Teria estas o mesmo desprendimento do Eik Batista?
Para Finalizar, alguém tem alguma dúvida de quem fez a encomenda para o “Fantástico” Dr. Dráuzio Varella?
Registro aqui minha solidariedade ao professor Frazão e aos pesquisadores que persistem resistindo à falta de investimento e as pesquisas por encomenda.





